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João 3:16 (ACF):
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 14:6 (ACF):
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."
1 João 5:11-12 (ACF):
"E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida."
João 11:25-26 (ACF):
"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá."
1 Tessalonicenses 4:16-17 (ACF):
"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor no
s ares, e assim estaremos sempre com o Senhor."
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"Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num twinkling de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade."
João 14:1-3 (ACF):
"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crê também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estiveis vós também."
A expressão "ser arrebatado nas nuvens" refere-se a um evento escatológico (sobre o fim dos tempos) descrito principalmente no Novo Testamento, no qual os crentes — tanto os que já faleceram quanto os que estiverem vivos — são transformados e levados milagrosamente das regiões terrestres para o céu ao encontro de Jesus Cristo.
O termo "arrebatamento" vem da tradução da palavra grega harpazo (usada no texto original de 1 Tessalonicenses 4:17), que significa "ser pego de surpresa", "transportado" ou "levado com força" (no latim, foi traduzido como rapturo, de onde vem a palavra "rapto").
O principal texto que detalha essa cena é a carta do apóstolo Paulo aos Tessalonicenses:
"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens
, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." (1 Tessalo nicenses 4:1 6-17)
A descida de Jesus: Não é a Terra que sobe ou a humanidade que alcança o divino por esforço próprio; é o próprio Cristo que desce do céu com autoridade.
A reunião com os mortos e vivos: O evento envolve duas etapas simultâneas: primeiro, os cristãos que já morreram ao longo da história têm seus corpos ressuscitados e transformados; em seguida, os cristãos que estiverem vivos no momento também são transformados.
O encontro "nos ares": As nuvens e os ares funcionam como o ponto de encontro entre o céu e a Terra. O texto indica que a partir desse instante, a humanidade remida passará a "estar sempre com o Senhor".
A transformação física: Em outro texto correlato (1 Coríntios 15:52), Paulo explica que esse processo ocorre "num momento, num abrir e fechar de olhos" e que o corpo mortal se reveste de imortalidade.
Essa é uma das perguntas mais clássicas e profundas da teologia cristã, feita desde os tempos do apóstolo Paulo. Afinal, olhando pela perspectiva estritamente biológica e física, o corpo humano passa por um ciclo de decomposição em que suas moléculas se dispersam na natureza — virando adubo, sendo consumido por micro-organismos, integrado a plantas, animais, ou até mesmo consumido pelo fogo em cremações.
A resposta para essa questão na Bíblia e na teologia não nega a realidade física da decomposição, mas aponta para uma transformação e recriação, e não para um mero reaproveitamento das mesmas moléculas.
Aqui estão os principais pontos de como a teologia cristã explica isso:
O próprio apóstolo Paulo usa um exemplo da agricultura exato para responder a essa objeção em 1 Coríntios 15:35-38:
"Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão,
de trigo, por exemplo, ou de outra qualquer semente. Mas Deus lhe dá o corpo como quer..."
O argumento é que a semente que você joga na terra apodrece, morre e deixa de existir como semente. O que brota dela (a planta ou a árvore) não é a mesma casca velha, mas tem continuidade com ela. O corpo ressurreto é visto como algo novo gerado por Deus a partir daquela história, e não uma "recompilação" forçada das mesmas moléculas espalhadas pelo mundo.
Se Deus é o Criador que fez o universo a partir do nada (ex nihilo), reunir a essência da identidade de uma pessoa não depende de encontrar cada átomo físico disperso. Para a fé cristã, a identidade, a memória e a individualidade de cada ser humano são preservadas por Deus. O corpo ressurreto não é limitado pelas leis da física atual; ele é descrito como um corpo espiritual (1 Coríntios 15:44) — incorruptível, imortal e glorificado, semelhante ao próprio corpo de Jesus após a ressurreição, que podia transitar em uma nova dimensão de existência, mas ainda mantinha traços reconhecíveis.
O cristianismo não ensina uma "reencarnação" no mesmo plano físico e passageiro, nem a mera imortalidade de uma alma descorporificada (como os filósofos gregos platônicos defendiam). O ponto central do cristianismo é que a matéria importa: Deus valoriza a criação física a ponto de redimir o ser humano por completo — espírito, alma e corpo. O que ressurge é a pessoa inteira, com sua identidade única restaurada por Deus, vestida de uma nova realidade física que não está mais sujeita à morte, à dor ou à decomposição.
Em suma, para a teologia, o fato de o corpo ter virado pó ou cinzas não é um impedimento para Deus, pois a ressurreição não é um processo de reciclagem biológica, mas um ato de nova criação.