Pastor Muller e sua  digníssima esposa  Miriam Inthurn

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Teoria da vicariedade penal
Teoria da vicariedade penal

Teoria da vicariedade penal

 

A vicariedade (substituição) penal, no sentido salvífico, explica-nos, conforme o pensamento dos reformadores e a prática do evangelismo, qual a razão crucial da morte de Cristo, fornecendo a compreensão de que essa morte se refere, exclusivamente, ao compromisso assumido por Jesus de todas as nossas penalidades. Assim, a causa única do martírio é a redenção humana, já que esta distinta raça da criação não poderia proceder tal ato, carecendo então da vicariedade. Mais significativa ainda é a idéia de um sacrifício que não se resume no benefício eterno da salvação, mas ainda na provisão de um cordeiro sacrificial, para que fôssemos poupados da dor, posto ter Cristo morrido em nosso próprio lugar, os reais merecedores da penalidade (gr. anti – “ao invés de”; 2Co 5.14).

Porém, a citação da epístola paulina no Novo Testamento não se descreve no conteúdo do texto do Antigo Testamento (substituição penal), mas, teoricamente, esta é a mais razoável interpretação da ortodoxia bíblica que versa sobre a salvação.

A seriedade deste aspecto repousa no fato das manifestações da justiça e da santidade de Deus, as quais, escatologicamente serão aplicadas aos ímpios segundo a sua ira. Nisto também se revela a verdade sobre nossa depravação natural e a conseqüente incapacidade de salvarmos a nós mesmos.

A totalidade da Bíblia também referenda a aceitação literal das declarações que afirma, segundo a tipologia (sacrifício no Antigo Testamento), a profecia (predições diretas) e a história (registros neo-testamentários), que Jesus Cristo morreu em nosso lugar. “Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados” (Is 53.5).

Esta teoria, entretanto, não atende ao entendimento externado por alguns segmentos ditos religiosos. Veja os três pontos a seguir:

 

Pelagianismo

 

No pelagianismo, por exemplo, a doutrina refere que, por não se tratar o pecado de uma característica externa, logo, não poderia ser transmitido a outra pessoa, depreendendo deste entendimento certa imoralidade.

A “transferência” a qual se referiu Pelagio (séc. V), entretanto, não está conforme a ocorrência ortodoxa, já que explora uma solução mecânica da “transferência” das transgressões humanas (pecado original) para o Cristo. O que ocorreu no ato expiatório foi uma identificação com a raça, mas, sem a contaminação com seu mal natural, o pecado. Noutras palavras, Cristo assumiu conosco essa identidade humana, para que, limpo da culpa, pudesse tornar-se a oferta por todos. Este aspecto pode dirimir a objeção pelagianista.

Abre-se, entretanto, a vista da tese pelagiana, outro questionamento: Seria possível assim, afirmar também ser imoral a “transferência” da justiça de Cristo a nós? Neste caso, a compreensão mais prática é a de que Deus mesmo é o sacrifício; em Jesus Cristo (Deus na Pessoa do Filho), a divindade assume a culpa e toma sobre si o jugo da penalidade.

 

A teoria da vicariedade penal

 

A teoria da vicariedade penal, para outros, parece subentender um conflito nas pessoas da Deidade. O conceito é o seguinte: Jesus, o Cristo, um Salvador amoroso, tem por atribuição alcançar do Pai irado, em favor dos homens, o perdão por suas impiedades, não se omitindo o fato de que a justiça deste Pai excede seu amor. Mas para esta dupla objeção, a Palavra de Deus oferece o argumento conteste, pois o amor de Deus não está subjugado à sua justiça: “Nisto está o amor (de Deus) não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação dos nossos pecados” (1Jo 4.10). E ainda: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (Jo 3.36). Confrontados estes versículos, temos a compreensão de que tanto a justiça quanto o amor divino estavam ativos na ação divina ao enviar o Filho, não podendo ser estabelecida superioridade para qualquer destas características de Deus.

 

A tese da substituição

 

A tese da substituição da pena pelo pecado torna menor a livre graça de Deus, por sugerir que Ele não perdoaria – porque efetivamente não poderia perdoar – caso não se oferecesse um sacrifício adequado. Atrelado meramente neste questionamento, o contradizente poderia encontrar alguma verdade em sua alegação, mesmo assim, fá-lo-ia desconhecendo que o sacrifício que fora oferecido era o próprio perdão de Deus, com o qual Ele mesmo demonstra esta inerente característica divina. Objetar a teoria da substituição da pena é sujeitar-se às implicações desta infeliz decisão.

Questionaríamos: quem realmente suporta o jugo da pena pelo pecado: Jesus Cristo ou nós? O indivíduo que se propõe a esta escolha deve decidir entre os dois caminhos da remição. Apresentada a questão acerca de se o cristianismo é uma religião de redenção, não pode partir do crente uma resposta de natureza dúbia, pois se o cristianismo não o for, logo, é vã a esperança, mas, acreditada a redenção, torna-se invencível a tese da vicariedade da pena.


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