Pastor Muller e sua  digníssima esposa  Miriam Inthurn

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As conseqüências do pecado
As conseqüências do pecado

As conseqüências do pecado

 

“Se não fosse pelo pecado, a morte jamais teria tido princípio. Se não fosse pela morte, o pecado nunca teria tido fim” (Anônimo)

 

Assim como todo o efeito tem uma causa, não seria diferente com o pecado. Quando Deus deu mandamento ao homem para que não pecasse, o fez com condições. A não obediência acarretaria males e desconforto aos seres humanos, a obediência garantiria a ele viver em harmonia em todos os aspectos. O casal (Adão e Eva), quando pecou contra Deus, tornou-se rebelde contra as leis divinas, e, portanto, vulnerável aos seus efeitos. Viver segundo os padrões divinos é um vínculo que o ser humano tem com o seu Criador desde o início. As conseqüências do pecado podem ser variadas e afetam as pessoas de muitas formas. Vejamos então o que ocorreu com a humanidade após o pecado de Adão:

 

A culpa

Quando Deus procurou Adão no jardim do Éden, logo após a transgressão, ele se desculpou: “E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me” (Gn 3.10). Mas, independentemente se há erro ou não na conduta humana a culpa estará sempre o acompanhando. Não se trata apenas de sentimentos de culpa, pois, existem muitas pessoas que se consideram culpadas apenas quando cometem erros, no entanto, não é assim que se entende a culpa, pois ela independe de erros humanos. A culpa é um sinal de que há algo de errado com o ser humano. Quando o Senhor Jesus participava da Ceia com os discípulos, há um retrato da culpa sob dois aspectos: Judas realmente tinha a intenção de traí-lo e por isso podia ser considerado culpado: “E, respondendo Judas, o que o traía, disse: Porventura sou eu, Rabi? Ele disse: Tu o disseste” (Mt 26.25). Porém, os outros discípulos não tinham traído o Mestre, mas também se achavam culpados: “E eles, entristecendo-se muito, começaram cada um a dizer-lhe: Porventura sou eu, SENHOR?” (Mt 26.22). É muito comum alguém não ser culpado de um delito, mas mesmo assim querer se desculpar. Isso acontece por causa da culpa, e esta veio por intermédio do pecado de Adão.

 

Separação de Deus

As conseqüências do pecado vêm desde a tentativa de Satanás e de seus anjos, de usurparem o lugar do Senhor Deus. Satanás, ao ser lançado por terra, perdeu a sua morada e a partir deste momento estaria para sempre distante do céu. O castigo conferido a Satanás e aos anjos que o seguiram na rebelião é estar para sempre em tormento e distantes de Deus: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” (Ap 20.10).

Sendo assim, observamos que o primeiro resultado do pecado à humanidade foi a separação de Deus e a perda da comunhão com Ele. A primeira atitude de Adão e Eva ao pecarem foi se esconder de Deus e não podendo mais se relacionar com Ele,  por causa do pecado, foram lançados fora do jardim do Éden: “O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado” (Gn 3.23).

Da mesma forma, a Bíblia enfatiza que se amarmos o mundo nos tornaremos inimigos de Deus: “...não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4).

 

Morte física

Como comentamos em nossa introdução a esta disciplina, a morte física é uma das coisas que mais apavora o ser humano, e continua sendo o maior enigma da humanidade. No entanto, por mais que desconversemos sobre o assunto, ela é real: “... aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9.27). O pecado original de Adão trouxe a morte física (Rm 5.12). Logo após a queda do homem, ao pecar, Deus disse: “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3.19).

Cristo Jesus, ao ressuscitar, provou que a morte física foi derrotada, contudo, isto não quer dizer que o ser humano não morrerá. Paulo esclarece que um dia os mortos em Cristo ressuscitarão: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts 4.16). Portanto, existe algo real que os cientistas e os pesquisadores jamais conseguirão êxito ao tentar explicar: a morte. Entretanto, a Bíblia fala da origem da morte de uma forma muito simples: “Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo” (Rm 5.17). Jesus, na sua vinda à terra, passou por situações em que as pessoas tinham sido assoladas pela morte física, mas ao depararem-se com Ele voltaram a viver. Vemos o milagre da ressurreição na Bíblia pelo menos em cinco ocasiões (Mc 9.35-42; Jo 11.1-44; Lc 7.11-15; At 9.36-41; 20.9-12). Estas passagens apenas introduzem a vitória de Cristo sobre a morte quando, num futuro, a morte física será completamente destituída: “Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte” (1Co 15.26).

 

Morte espiritual

A maioria esmagadora dos pensadores cristãos acredita que a sentença dada por Deus a Adão (a de que morreria ao pecar) refere-se à morte espiritual, pois Adão não morreu fisicamente no mesmo dia, mas,  alguns anos depois. Confira os dois textos a seguir e analise as diferenças de tempo.

 

  • “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17);
  • “E foram todos os dias que Adão viveu, novecentos e trinta anos, e morreu” (Gn 5.5).

 

Dizemos que uma pessoa está morta, biblicamente, quando está separada de Deus no sentido espiritual. Esta “morte” é identificada pelo profeta Ezequiel como sendo de responsabilidade pessoal: “Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4). Alguns sectários vêem neste texto uma suposta extinção do ser humano, porém, mais à frente verificamos que se trata da morte no sentido espiritual, pois há possibilidade da própria pessoa reverter o quadro: “Mas se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e proceder com retidão e justiça, certamente viverá; não morrerá” (Ez 18.21).

O apóstolo Paulo elucidou que, distantes de Deus estamos mortos: “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também” (Ef 2.1-3).

 

Morte eterna

A morte eterna é a expansão e continuação da morte espiritual. Entende-se como um processo gradual. A morte física fundida à morte espiritual resulta na morte eterna. É entendida como a eterna separação de Deus. Isso se dará após o juízo final, que é o julgamento dos mortos sem Cristo. João fala dela como a “segunda morte”: “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” (Ap 20.6). A primeira morte, em relação aos cristãos, é física e João a relaciona com a “primeira ressurreição”. Note que João não prevê e nem ensina uma “segunda ressurreição”, pois o texto trata da eterna separação de Deus, logo, não se refere a um castigo conferido aos crentes.

Após o juízo final, a morte juntamente com o Hades, será lançada no Lago de Fogo: “E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte” (Ap 20.13,14).

 


Conclusão

 

O pecado é uma questão séria, e a pessoa mais bem preparada para entendê-lo em todas as suas nuances são os teólogos. É preciso confrontar a opinião dos que se propõem a pesquisá-lo de forma apenas racional, pois ainda que algumas de suas teorias tenham sentido, porém, a palavra final é a Bíblia Sagrada. O pecado, do ponto de vista teológico, propaga os seus efeitos negativos na comunhão direta do homem com Deus, colocando o homem contra o seu Criador, contra ele próprio e contra os seus semelhantes. É esta a causa de tantos males e desgraças na humanidade.

O Senhor Jesus nos mostra um quadro do ser humano em que não se vê nada que o exima deste fardo pesado chamado pecado. Graças a Deus por Jesus que veio restaurar a condição anteriormente perdida pelo homem: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do SENHOR” (Lc 4.18,19 cf. Is 61.1).


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