Pastor Muller e sua  digníssima esposa  Miriam Inthurn

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Namoro de Jaco
Namoro de Jaco

 

 

Aproveitando a passagem, ontem, do Dia dos Namorados, resolvi escrever mais esta modesta crônica sobre alguns lances da vida do Jacó da história bíblica (Velho Testamento) e de seu namoro com Raquel. Só o namoro desse casal durou 14 anos. Jacó era filho de Isaque e de Rebeca, de um parto duplo, do qual nasceu também Esaú. O engraçado desse nascimento é que os dois, Jacó e Esaú, brigavam desde o ventre de Rebeca. Na hora do parto, os dois travaram mais uma luta, disputando que iria sair primeiro. Esaú, que era mais forte, saiu na frente, mas com Jacó, teimoso, agarrado ao seu calcanhar. Os dois viviam às turras, ao ponto de em certa ocasião Isaque intervir e mandar Jacó para uma terra distante, Padã-Arã, onde moravam parentes da família. Esaú e Jacó só vieram a fazer as pazes depois de bem velhos.

Em Parã-Arã Jacó conheceu uma moça bonita, de nome Raquel, pastora de ovelhas, cujo pai, Labão, era fazendeiro, criador de ovelhas. Jacó foi apresentado a Labão pela filha Raquel e começou a trabalhar na fazenda de Labão, sempre de olho em Raquel. Certo dia disse Jacó a Labão: Dá-me Raquel por esposa. Labão ponderou sobre o parentesco dos dois (eram primos), mas aceitou o pedido, com a condição de primeiro Jacó trabalhar sete anos para ele. Terminado o contrato, Jacó cobrou: Dá-me a minha mulher. Foi aí que Labão aprontou a maior lambança pra cima de Jacó. Na noite das núpcias, mandou maquiar Lia, a filha mais velha, e a deu a Jacó. Lia era, além de mais velha, feia e tinha os olhos baços, sem brilho. No dia seguinte Jacó reclamou da trapaça e da "mercadoria" recebida. Labão saiu pela tangente, evocando a lei judaica que dava à filha mais velha o direito de casar-se primeiro. Jacó não teve outra alternativa senão aceitar Bia no lugar de Raquel, mas seu amor por esta era tão grande, que ele fez uma contraproposta a Labão: trabalhar mais sete anos para o fazendeiro, para ter também Raquel, seu primeiro amor, como esposa.

Passados mais sete anos, 14 ao todo, Jacó enfim, teve nos braços a mulher amada. Aí, então, o leitor pouco ou nada conhecedor da história bíblica pergunta: Jacó e Raquel foram felizes? A resposta é simples: foram muito felizes, sim, mas tiveram de administrar todos os problemas que os casais daquele tempo viveram e que os casais de agora vivem, e mais um pouco. Um deles é que Raquel amava Jacó mas era estéril e não podia dar-lhe filhos. Como naqueles tempos, e também nos tempos de agora, todos queremos a continuidade das nossas famílias, Raquel então permitiu que Jacó coabitasse com Lia, sua irmã, a qual deu a ele seis filhos; com Bila, serva de Raquel, Jacó teve mais dois filhos; e com Zilpa, serva de Lia, outros dois. Enquanto tudo isso acontecia, Raquel clamava a Deus por causa de sua esterilidade. Deus ouviu o clamor, e Raquel, já velha, concebeu por duas vezes e deu a Jacó mais dois filhos: José e Benjamim.

Não são muitas as histórias de namoro e casamento como a de Jacó e Raquel. Mas elas existiram e ainda podem existir agora, desde que haja amor, compreensão, perseverança e perdão entre os casais de namorados e os casados, especialmente. Você que está com o seu namoro ou casamento destroçado, por um fio, mire-se na história de Jacó e Raquel. Mas permita que nas extremidades da corda de muitos nós que é o namoro e o casamento esteja Deus, que os instituiu.  

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