Pastor Muller e sua  digníssima esposa  Miriam Inthurn

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TOMAR O NOME DE DEUS EM VÃO
TOMAR O NOME DE DEUS EM VÃO

TOMAR O NOME DE DEUS EM VÃO? EXPLICANDO O TERCEIRO MANDAMENTO

 


A importância do nome
Os nomes das pessoas e das coisas são muito importantes. Tanto é assim que o grande escritor William Shakespeare chegou a escrever em uma das suas  peças: “se a rosa tivesse outro nome, não cheiraria tão doce”.  

Nomes são tão importantes que reagimos mal quando nosso nome é escrito ou  pronunciado errado. Nomes ou apelidos (uma outra forma de nome) ridículos causam complexos nas pessoas.

Nos tempos bíblicos, os nomes talvez fossem ainda mais importantes, pois, na cultura daquela época, o nome caracterizava a personalidade da pessoa à qual se referia. Conhecer um nome significava ter um certo grau de intimidade com a pessoa que usava aquele nome. Alguns exemplos podem demonstrar bem o que eu acabei de falar: 
  • Jacó mudou de nome - para Israel (“aquele que luta com Deus”) -, depois do episódio da luta com o anjo (ver Gênesis capítulo 32, versículos 22 a 30).
  • Quando Moisés se encontrou com Deus pela primeira vez, no monte Sinai, assim que soube da sua missão - libertar o povo de Israel da escravidão -, perguntou qual era o nome de Deus. Ao saber esse nome, que ninguém até então conhecia, Moisés demonstraria ao povo de Israel que tinha grande intimidade com Deus.
  • Outros personagens bíblicos importantes também mudaram de nome (por exemplo de Abrão para Abraão) ou passaram a ser conhecidos por apelidos  (por exemplo Simão virou Pedro), à medida que evoluiam na vida espiritual.

Dar nome a alguém ou a alguma coisa significava que aquele que estava nomeando tinha poder espiritual sobre o que era nomeado. Por isto, os pais ou as mães davam o nome dos filhos – prática que continua até os dias de hoje -, Adão nomeou os animais (ver Gênesis capítulo 2, versículos 19 e 20) e as pessoas nomeavam os lugares importantes para elas – por exemplo, Jacó fez isto com Betel e Peniel.
 
E é por causa da importância que o nome tem que somos batizados, segundo ensina a Bíblia, em NOME do Pai, Filho e Espírito Santo e oramos NOME de Jesus.
 
O porquê do Terceiro Mandamento
O Terceiro Mandamento é o seguinte: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (ver Êxodo, capítulo 20, versículo 7). Acho que pelo que já expliquei antes, fica bem evidente a razão de haver um mandamento com esse conteúdo.

Como ninguém pode compreender totalmente a natureza de Deus e/ou ter poder sobre Ele, ninguém pode nomeá-lo - por isso, Ele mesmo disse a Moisés como deveria ser chamado e a expressão que usou foi propositalmente vaga: “Eu sou o que sou”, ou ainda segundo algumas traduções “Eu serei o que sempre tenho sido” (ver Êxodo capítulo 3, versículos 13 a 15). 

Nomear a Deus, portanto, seria como fazer uma imagem ou figura dele - ou seja tentar descrever a sua realidade - o que também é proibido, de acordo com o Segundo Mandamento. 

E não é por acaso que o mandamento de não tomar o nome de Deus em vão segue imediatamente o mandamento de não fazer imagens ou figuras Dele, pois uma coisa é, de certa forma, continuação da outra. 

Mas se não podemos nomear Deus, muito menos podemos tomar algo que é sagrado - o nome de Deus - para uso  indevido (em vão). Ou seja, não se pode usá-lo em interjeições (algo que é muito comum), em adivinhações, em piadas, em promessas vãs e em maldições. Não podemos associar o nome de Deus a situações desse tipo, pois isso é um desrespeito para com Ele.

É exatamente por isto que os judeus nunca se referem a Deus pelo seu nome, pois não querem correr o risco de violar o Terceiro Mandamento. Usam, em lugar desse nome, as palavras Senhor ou Eterno. Aliás, isto também é feito em muitas traduções da Bíblia: frequentemente, ao vermos grafada a palavra SENHOR (Adonai), é porque no texto original consta o nome Dele.

Juramentos
Resta ainda uma dúvida quanto ao Terceiro Mandamento: podemos jurar em nome de Deus, no caso de uma assunto sério? A resposta para isso é não, mas a proibição  não vem do Terceiro Mandamento em si, mas de um mandamento específico dado pelo próprio Jesus - Ele nos mandou nunca jurar mas somente falar sim ou não (ver Mateus, capítulo 5 versículos  33 a 37). 

Conclusão
As razões para o Terceiro Mandamento são muito simples de entender, como também é relativamente simples cumprir o que é pedido de nós. Por isto mesmo é surpreendente perceber que esse é um dos mandamentos mais descumprido pelas pessoas.

Na verdade, para cumprir o mandamento basta   ter disciplina para não falar o que não devemos, especialmente quando ficamos estressados e perdemos um pouco o auto-controle. Nesse particular, os cristãos têm muito que aprender com os judeus.
 
Pastor Muller

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