Pastor Muller e sua  digníssima esposa  Miriam Inthurn

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A declaração legal de Deus acerca da justificação
A declaração legal de Deus acerca da justificação

A declaração legal de Deus acerca da justificação

 

O emprego do termo justificação, na Bíblia Sagrada, revela que ele tem conotação legal quando se refere ao livramento da pena pelo pecado. O verbo gr. dikaioo, embora possua uma variedade de significados, é visto com maior freqüência querendo referir-se a “declarar justo”. 

O texto de Lucas 7.29 apresenta uma construção gramatical que ofereceria ao desavisado uma compreensão equivocada: “E todo povo que o ouviu e os publicanos, tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus”. Esta última declaração oferece uma incabível compreensão – aos leigos – de que os publicanos ou qualquer dentre o povo poderia justificar a Deus, o que obviamente não procede, não sendo esta ação possível a homem algum. O episódio em questão aponta para o reconhecimento dos presentes sobre que Deus é justo.

Tendo em conta que o mesmo ocorre quando o alvo da justificação é o homem (Rm 3.20,26, 28; 5.1; 8.30, entre outros) o texto de Romanos 4.5 é especialmente claro: “Mas, aquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”. Este texto não poderia ser compreendido na forma de que Deus teria “tornado justo o ímpio”, isto é, tê-lo modificado interiormente e o tornado moralmente perfeito, pois que assim daria correção à tese de que o homem pode fiar-se em suas obras ou que haveria nele mérito para assim ser valorizado por Deus. Doutra sorte, a correta interpretação fala sobre uma justificação reconhecida por Deus a sua própria vista, jamais servindo de recompensa às obras, mas sim em resposta à fé declinada pelos homens.

Há um paralelo simples, mas de suma importância na definição de justificação como procedimento judicial promovido por Deus, que toma como oposição a condenação. A vista disso Paulo declara: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena?” (Rm 8.33,34).

Juridicamente falando, especialmente em matéria penal, a ação de “condenar” alguém implica em reconhecê-la como “culpada”, entretanto, retornando ao aspecto teológico da questão, temos que o oposto a “condenação” é a “justificação”, e, aqui, implicando no reconhecimento da inocência do agente que está sob o crivo do juízo divino.

 

A vista de Deus somos declarados justos

 

A legalidade da declaração divina acerca de nossa justificação diante do Pai, sustenta-se no fato de que esta mesma justificação existe exclusivamente em seu peculiar critério de julgar cada pessoa; segundo sua inalcançável justiça. Dois aspectos norteiam este entendimento. O primeiro, fala sobre a isenção atribuída por Deus a cada um dos que creram no perdão de suas dívidas do passado, afastando assim qualquer penalidade à qual estivéssemos outrora sujeitos, incluindo as dívidas (pecados) contraídas no presente e no futuro.

Paulo, depois de abordar as questões referentes à justificação que se origina na fé (Rm 4.1-5.21) e, noutra ocasião, numa discussão sobre o pecado que sobeja durante a vida cristã, retoma sua argumentação e reforça a doutrina da absolvição procedida pela crença em Cristo, concluindo: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus...” (Rm 8.1).

A justificação (absolvição), nesse sentido, isenta o homem das penalidades que lhe eram cabíveis em recompensa aos pecados praticados, significando que o mesmo não estará mais sujeito a qualquer acusação nem tampouco condenação. “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena?” (Rm 8.33,34).

O alcance do perdão divino que não deixa resquícios de dívidas passadas é vislumbrado também quando Paulo fala sobre a justificação que se restringe unicamente na fé (Rm 4.6-8). A justificação fica assim esclarecida e é acompanhada do perdão dos pecados em sua totalidade.

Esta faceta da definição sobre justificação desmistifica a crença romana, por exemplo, que se debruça numa suposta “ferrugem”, impregnada na alma e da qual o homem não pode se desvencilhar, ainda que creia em Cristo, obrigando-o, por assim dizer, a suportar um período de “purificação” no insólito purgatório, sendo certo que um esclarecimento à altura deste despropósito beneficiaria seus partidários, conduzindo-os ao ilimitado amor de Deus e ao usufruto de sua graça eficaz.

 Davi, portentoso beneficiário dessa justificação proveniente da fé, justificado de adultério e homicídio, reconhece bem a graça de Deus que operou entre os que não viram o Cristo, mas o esperavam motivados pela promessa. Davi, sentindo a amplidão do livramento das culpas e analisando-o em termos de espaço físico, declarou: “assim como está longe o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões” (Sl 103.12).

 

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Pastor Muller

 

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